Perdi o juízo!!!!!
Perdi mesmo o juízo!!!
Perdi o juízo quando decidi que, tudo bem, eu poderia me apaixonar platonicamente por ele.
E fui.
Mas paixão platônica não se concretiza. Fica ali, no campo das ideias, onde não se toca, apenas se sente. E eu sinto.Sinto um desejo inexplicável, incomparável. Intraduzível.
Sinto. Apenas
Sinto, mas tenho muita fé na nossa senhora da bicicletinha - aquela que dá equilíbrio - que isso passa.
Passa. Sempre passa.
Não é bom criar histórias?
Porque a gente cria o personagem. Cria sim. Porque eu sequer conheço ele direito. E tenho apenas a minha ideia daquela criatura que é doce e gentil e fala o tempo todo de poesia.
E eu te inventei. E inventei uma história todinha juntos. Juntos. Sem desacertos. Sem contratempos. Porque nos romances do mundo real só tem desacertos e contratempos. E eu quero um romance que caminhe no ritmo certo. O ritmo que vai permitir encontros e não desencontros e eu não serei a menina que calhou de existir na vida das pessoas cedo demais ou tarde demais. No meu caso, sempre tarde demais.
E eu vejo os toques.
As palavras doces.
A parceria e o andar sem roupa de manhã enquanto a gente acorda e você toca meus seios enquanto eu faço café e sorrio só porque você está ali e existe comigo.
E eu sorrio no mundo real.
Porque nós temos a imaginação e o sonho que nos tiram da aspereza e desse deserto emocional que é a realidade.
Sorrio porque no mundo real o mundo das coisas e das pessoas imaginadas é sempre tão incrível e coisas boas acontecem o tempo todo.
E eu estou com você.
E você está comigo. E não tem medo. Insegurança. Desencontro. Descompasso. Só você e eu e nossa linda história inventada.
O meu não príncipe, porque você não é perfeito e tem aquela barriga e rugas e a gente lê tudo ali. Lê vida. Lê intensidade. Lê delicadeza e, sobretudo, lê poesia.
Uma pena que passa.
Em 26/05/2015 vivendo uma história milimetricamente inventada.
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