Na verdade, é engraçado e ridículo.
Porque eu sabia que você me lia. Sabia porque o dia que você resolveu reaparecer depois de tanto tempo, foi porque você viu que eu tinha dito que é ruim as páginas serem viradas com tanta facilidade assim.
E você chegou, me propondo aquele prêmio de consolação que é igual ganhar a quadra apostando na mega-sena.
Porque você disse que queria ser amigo. Que amizade era maior que sexo. E sumiu. E eu, que não tinha disposição para ficar discutindo qualquer coisa, deixei você ir. Mas confesso que senti saudade, e disse isso. Não sou covarde e tenho essa mania besta de ser honesta comigo, sobretudo.
Então, você chegou com a quadra e eu tinha apostado na mega. (Mentira! tinha apostado nada)
Que bosta...
Mas tudo faz parte do aprender. Reaprender. Desmanchar. Reescrever.
E eu estou tentando cumprir o meu papel de mocinha madura e equilibrada e não ficar com raiva porque eu não tenho meus desejos atendidos do jeito que eu gostaria.
E eu estou aqui me expondo, mesmo que a grande maioria dos dois leitores (margem de erro para mais, claro) não faça ideia do que se passa. Enquanto você se cala e joga. E é quase desonesto nessa falta de diálogo.
O fato é que as coisas foram e eu fiquei triste e estou escrevendo este texto para dizer isso.
Mais uma artilharia para você usar no seu joguete.
Eu, desde o começo, só pedi para ser honesto.
Em 03/05/2015 dando o braço a torcer.
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