Eu te olho de longe, mas queria você por perto.
Eu já escrevi nos papéis do universo todas as vezes que vou te reencontrar com o meu vestido amarelo hipotético. Ou com o meu biquine amarelo igualmente hipotético. Você vai sorrir enquanto eu danço e vai me abraçar longamente. Eu vou sorrir de volta.
Nos papéis do universo eu também escrevi todas as boas frases inteligentes e espirituosas que direi a você. Minhas observações perspicazes te farão sorrir. E eu terei muitas delas porque eu gosto como você sorri. Ou me lembro que gosto do modo como você sorri.
Vai ser no verão. E os dias serão longos e quentes, propícios aos encontros casuais nas ruas e às poucas roupas.
Eu também escrevi muitos diálogos improváveis nos papéis do universo. E é isso que dizem que temos que fazer quando queremos que alguma coisa realmente se concretize. Eu joguei você para o universo. Eu moldei para o universo como vamos nos encontrar. Eu de vestido amarelo e salto e você vestindo seu melhor sorriso.
E vai ser em um momento improvável e eu ficarei muito surpresa porque sou dada a dramas e hipérboles e achei que nunca mais te veria.
E você sorri.
E eu me dei conta de que gosto de pessoas sorridentes. Mas não que gargalhem muito. Só que tenham um sorriso perene.
Eu escrevi nos papéis do universo como você vai me beijar e tocar minha cintura. E também como vou descansar minha cabeça no seu peito.
Eu escrevi nos papéis do universo e agora vou enviar para você.
Espero que volte.
Em 15 de agosto de 2017, escrevendo, escrevendo, escrevendo...