Ela abre o e-mail. Nenhuma mensagem nova.
Corre para o celular que está distante por falta de bateria. Nenhuma nova mensagem nos aplicativos. Nenhum SMS.
Ela não checa freneticamente as plataformas porque dessa vez as coisas acontecem diferente. Não em ritmo lento, nem em descompasso. Apenas no tempo certo. Aquele tempo que permite viver as coisas com uma certa calma.
Nenhuma mensagem. E nenhuma angústia. Talvez um pouco de saudade.
Finalmente, ela aprendeu a esperar. Finalmente não foi atropelada pela ansiedade. Finalmente fez a aposta certa e ganhou, pelo menos até o momento.
Ela abre o e-mail. Nenhuma mensagem nova. Fecha a caixa de entrada. Desliga. Vai ler um livro e sonhar.
Em 20/12/2015 caminhando calmamente ao sabor do vento.