Não é uma questão de ficção científica. É mais uma questão de física, eu imagino.
Estou a divagar sobre o conceito de wormhole ou buraco de minhoca se assim preferirem.
Na teoria esses buracos seriam atalhos hipotéticos que, através do espaço-tempo, criaria atalhos para viagens longas em todo o universo. Esse conceito faz parte da teoria da relatividade geral.
Não estou falando dos buracos porque sou super nerd e super inteirada e super fã de ficção científica. Estou falando dos buracos porque me ocorreu esses buracos de minhoca poderiam ser uma bela metáfora para a nossa vida sentimental. Quero dizer, para a minha vida sentimental.
É que, de novo, é como se eu sempre buscasse o caminho mais curto entre o ser feliz e o me dar mal. Sendo que, o ponto de chegada é sempre o me dar mal.
Estou em casa, de férias, era para estar super feliz e animada, mas não estou.
E nem é por conta de coisas de família e talz.
É mais por vislumbrar o ocaso de história que sim, começou errada, mas poderia ser divertida, ao menos.
Mas nem é tristeza. É só uma melancolia de quem embarcou no buraco da minhoca para chegar no tempo errado da história. Sempre errada. Sempre em descompasso.
E fica melancolia de quem olha o sol se por, em um daqueles dias incríveis que ficaram na memória e que foi tão incrível que você guarda a cor na sua retina e gostaria de transformar aqueles tons de laranja em um vestido incrível.
Em 13/12/2014 pegando carona nessa calda de cometa, em plena Via Láctea, estrada tão bonita.
sábado, 13 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Googlando eu mesma
E tem aquelas horas que você se sente avaliada. Que você se
sente presa a uma de suas infinitas nuances. Outro dia li a resenha da Ana
Maria Bahiana sobre a adaptação de “Garota Exemplar” na qual ela conjecturava a
seqüência inicial da cabeça da Amy “Exemplar” porque o filme tratava de
máscaras (não me lembro com clareza se o termo era máscaras, mas era algo
similar).
Agora eu me vejo presa em uma das máscaras. Mas não que eu
esteja realmente presa, mas é como se eu estivesse. É como se eu tivesse que
responder as expectativas que eu nem sei se criam a meu respeito.
É como se eu fosse obrigada a ser, o tempo todo, aquela
menina inteligente, cheia de referências e pontos de vistas. Eu sou isso. Mas
eu não sou só isso.
A Clementine, do “Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças”
disse: “eu não sou um conceito, sou apenas uma garota fodida procurando a paz”.
Já a Anna Scott (Nothing Hill) também disse: “Eu sou apenas uma garota pedindo
a um garoto que goste dela”.
E eu, sou o quê?
Em 9/12/2014 googlando para saber quem eu sou.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Estar perdido é que é ruim
Essa frase é de um poema e, às vezes, ela é recorrente.
Não é estar sozinho que é ruim, é estar perdido.
Eu já estive perdida e, olha, vou dizer para você é uma bosta. Não saber que rumo tomar. Não saber que sentindo dar para as coisas como se elas precisassem realmente de algum sentindo.
Estar sozinho a gente tira de letra.
O capuz da invisibilidade a gente não tira. Mas a gente convive bem com ela. Porque a cobrança é horrível e imagina como ela não seria insuportável se TODAS AS PESSOAS DO UNIVERSO te dessem certa importância.
Mas a humanidade está doente e tem muita gente perdida.
Talvez eu esteja perdida enquanto eu escrevo essas linhas. Talvez eu esteja. Mas é que tem gente que está na merda de verdade e tem horas, e não há problema nisso, que a gente não tem forças para reagir e nem coragem para tomar o rumo contrário. Nessas horas só nos resta a inércia.
Estar sozinho não é ruim.
Estar perdido é uma merda. Mas a gente, às vezes, precisa se perder para se achar.
Estou constantemente pedida. E você?
Em 6/12/ 2014, refletindo enquanto me olho no espelho.
Não é estar sozinho que é ruim, é estar perdido.
Eu já estive perdida e, olha, vou dizer para você é uma bosta. Não saber que rumo tomar. Não saber que sentindo dar para as coisas como se elas precisassem realmente de algum sentindo.
Estar sozinho a gente tira de letra.
O capuz da invisibilidade a gente não tira. Mas a gente convive bem com ela. Porque a cobrança é horrível e imagina como ela não seria insuportável se TODAS AS PESSOAS DO UNIVERSO te dessem certa importância.
Mas a humanidade está doente e tem muita gente perdida.
Talvez eu esteja perdida enquanto eu escrevo essas linhas. Talvez eu esteja. Mas é que tem gente que está na merda de verdade e tem horas, e não há problema nisso, que a gente não tem forças para reagir e nem coragem para tomar o rumo contrário. Nessas horas só nos resta a inércia.
Estar sozinho não é ruim.
Estar perdido é uma merda. Mas a gente, às vezes, precisa se perder para se achar.
Estou constantemente pedida. E você?
Em 6/12/ 2014, refletindo enquanto me olho no espelho.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
A vida é sopro
A vida é sopro.
Penso nisso e vento bate na cara, bagunça o cabelo ainda
molhado e com cheiro de banho, shampoo e creme.
A vida é sopro.
E tudo acontece e termina como um tilintar que do sino de
vento que não deixa a gente esquecer que não há espaço para a imobilidade.
A vida é sopro até quando termina.
Eu vi isso em um filme ontem. E como é vento e move, a gente
tentar deixar marcas e não nos fazer invisíveis.
Eu vi isso no filme ontem. O personagem falava sobre
invisibilidade. Já estive invisível. E ainda, por alguns instantes, permaneço
invisível. Dói. Dói porque a vida é sopro. E ser invisível é estar imóvel, como
aquelas tardes quentes cujo ar não circula. Ser invisível implica em não deixar
marca, qualquer uma, na existência e é isso que a gente tenta desesperadamente
para não ser esquecido.
Porque a vida é sopro e um dia esse sopro apaga a vida.
Em 1º/12/2014, segurando o cabelo que o vento que sopra
insiste em emaranhar.
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