Eu julgava que não te conhecia.
O resultado desse julgamento foi baseado na minha variável falha de considerar apenas a superficialidade das relações.
E quando eu vi você repetindo padrões, concluí que, talvez, não fosse mentira aquilo tudo. Ou talvez fosse uma realidade pintada com cores fortes e olhadas através de uma lupa para que parecesse maior do que realmente foi.
Será que fui injusta?
Será que foi imortal posto que era chama e foi infinito enquanto durou?
Eu não sei.
Essa é a desvantagem das relações desenvolvidas prioritariamente no mundo virtual, com cavalares doses de trocas de mensagens e pouco olho no olho.
Eu desconfio sempre. Jornalistas desconfiam sempre.
Mas eu fico pensando nos padrões repetitivos e que, talvez, você tenha dito a verdade.
Agora é tarde!
Agora é muito tarde!
Agora é tarde!
Agora é tão tarde que eu sinto uma saudade louca e que me sufoca.
E tem o orgulho besta que me paralisa.
Paralisa e impede que eu diga, novamente, que eu sinto saudade.
Que eu quero você por perto.
Que eu quero ouvir a voz.
Que eu quero companhia e presença.
O resto do desejo a gente sufoca porque faz parte do ser racional, real, maduro.
Apareça.
Me afague.
Me dê notícias.
Diga que sente a minha a falta tanto quanto eu sinto a sua.
Em 04/05/2015 olhando o incenso se desfazer em brasa. Queimando por dentro.
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