segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sobre os padrões repetitivos e a verdade

Eu julgava que não te conhecia.

O resultado desse julgamento foi baseado na minha variável falha de considerar apenas a superficialidade das relações.

E quando eu vi você repetindo padrões, concluí que, talvez, não fosse mentira aquilo tudo. Ou talvez fosse uma realidade  pintada com cores fortes e olhadas através de uma lupa para que parecesse maior do que realmente foi.

Será que fui injusta?

Será que foi imortal posto que era chama e foi infinito enquanto durou?

Eu não sei.

Essa é a desvantagem das relações desenvolvidas prioritariamente no mundo virtual, com cavalares doses de trocas de mensagens e pouco olho no olho.

Eu desconfio sempre. Jornalistas desconfiam sempre.

Mas eu fico pensando nos padrões repetitivos e que, talvez, você tenha dito a verdade.

Agora é tarde!

Agora é muito tarde!

Agora é tarde!

Agora é tão tarde que eu sinto uma saudade louca e que me sufoca.

E tem o orgulho besta que me paralisa.

Paralisa e impede que eu diga, novamente, que eu sinto saudade.

Que eu quero você por perto.

Que eu quero ouvir a voz.

Que eu quero companhia e presença.

O resto do desejo a gente sufoca porque faz parte do ser racional, real, maduro.

Apareça.

Me afague.

Me dê notícias.

Diga que sente a minha a falta tanto quanto eu sinto a sua.

Em 04/05/2015 olhando o incenso se desfazer em brasa. Queimando por dentro.

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