Eu escrevo porque não falo.
Não gosto muito de falar, na verdade. Se eu conseguir estabelecer um diálogo longo e leve com você, sinta-se privilegiado porque eu realmente gosto de você. Isso se você der alguma relevância para minha pessoa.
Isso pode até ser uma espécie de regra, mas não vale para todo mundo. Por exemplo, não sou boa de me abrir com meus familiares e isso não significa que eu não os ame ou que não me importe com eles.
Eu escrevo porque pode ser que eu tenha sido arrebata por esse inconsciente relacionado à vida glamourosa dos escritores e jornalistas da ficção. Porque a vida real é muito chata, pesada, horrível. Mas é um combustível maravilhoso para mover nossa escrita.
Eu escrevo porque não gosto de falar. Isso não significa que eu não me importe. E eu sou constantemente surpreendida e consternada pela realidade. Ando ainda mais sensível e muitas coisas enchem meus olhos de lágrimas que eu custo a segurar.
Eu escrevo porque me alivia.
Me liberta.
Me faz melhor e me mostra melhor.
Eu não sou uma exímia política que vai mostrar sempre o melhor lado. Eu estou me esforçando para ser vista, ao mesmo tempo em que não quero nem ribalta, nem holofote.
É estranho e contraditório.
"Na rapidez está a verdade". E da rapidez nasceu "On the Road" de uma tacada só. Dos livros mais intensos e delirantes. Foi por causa dele que eu caí na contracultura e é só romantismo besta pela revolução. Vontade de refazer o mundo.
"Na rapidez está a verdade". E acho que vale para tudo. Porque a rapidez nos rouba a censura, o pensamento, a lapidação que vai afastar daquilo que pode ser a nossa verdade.
Em 28/04/2015 no exercício de fluxo contínuo em busca da verdade.
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