Aquela hora que você entende que as coisas realmente são diferentes, mas que você gostaria que fossem iguais ou que, pelo menos, tivessem pinceladas de semelhanças.
Aquela hora que você percebe que tudo mudou. Quando a eloquência deu lugar a pausa e os sorrisos abundantes apenas rarearam.
Aquela hora que você deseja o toque mas, em nome da racionalidade mantém a distância segura porque você é racional e controla seus impulsos e também porque escreveu novos acordos em linhas virtuais.
E vocês sentem saudade.
E talvez tenham muita coisa para dizer mas preferem apenas a distância segura.
Aquela hora que você percebe e nega.
Aquela hora.
Aquela hora que passa e você as coisas indo embora pela janela.
Aquela hora.
Aquela hora que passa, mas já é tarde para colar o que se quebrou.
Aquela hora.
Aquela hora.
Aquela hora.
Em 16 de abril de 2015, olhando pela janela enquanto aquela hora não chega.
Nenhum comentário:
Postar um comentário