Houve um tempo em que, a cada dia, sorteava um poema e dedicava a você. Acho que era minha maneira tímida e silenciosa de transbordar para o mundo, todos a poesia que, de repente, passou a fazer parte da minha vida só porque, agora, você também era parte dela.
Ainda hoje quando me procura a solidão (fim de quem ama), garimpo livros em busca de versos que possam repetir aquele sentimento que não tem nem nome, nem cor. É uma busca em vão.
Em vão porque o que foi, não é mais.
O que havia não se repete.
Quem esteve já não está mais aqui.
Eu olho para o espaço ao meu redor e está tudo exatamente igual. Talvez, um pouco maior porque está vazio e você já não se projeta, palpável, quase real.
Escrevo para encontrar respostas e preencher vazios de quem, agora é só uma lembrança.
Em 31 de março de 2017, cantando chega de saudade.
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