sexta-feira, 31 de março de 2017

Fábrica de poemas

Houve um tempo em que, a cada dia, sorteava um poema e dedicava a você. Acho que era minha maneira tímida e silenciosa de transbordar para o mundo, todos a poesia que, de repente, passou a fazer parte da minha vida só porque, agora, você também era parte dela.

Ainda hoje quando me procura a solidão (fim de quem ama), garimpo livros em busca de versos que possam repetir aquele sentimento que não tem nem nome, nem cor. É uma busca em vão.

Em vão porque o que foi, não é mais.

O que havia não se repete.

Quem esteve já não está mais aqui.

Eu olho para o espaço ao meu redor e está tudo exatamente igual. Talvez, um pouco maior porque está vazio e você já não se projeta, palpável, quase real.

Escrevo para encontrar respostas e preencher vazios de quem, agora é só uma lembrança.

Em 31 de março de 2017, cantando chega de saudade.

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