E tem aquelas horas que você se sente avaliada. Que você se
sente presa a uma de suas infinitas nuances. Outro dia li a resenha da Ana
Maria Bahiana sobre a adaptação de “Garota Exemplar” na qual ela conjecturava a
seqüência inicial da cabeça da Amy “Exemplar” porque o filme tratava de
máscaras (não me lembro com clareza se o termo era máscaras, mas era algo
similar).
Agora eu me vejo presa em uma das máscaras. Mas não que eu
esteja realmente presa, mas é como se eu estivesse. É como se eu tivesse que
responder as expectativas que eu nem sei se criam a meu respeito.
É como se eu fosse obrigada a ser, o tempo todo, aquela
menina inteligente, cheia de referências e pontos de vistas. Eu sou isso. Mas
eu não sou só isso.
A Clementine, do “Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças”
disse: “eu não sou um conceito, sou apenas uma garota fodida procurando a paz”.
Já a Anna Scott (Nothing Hill) também disse: “Eu sou apenas uma garota pedindo
a um garoto que goste dela”.
E eu, sou o quê?
Em 9/12/2014 googlando para saber quem eu sou.
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