terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Googlando eu mesma

E tem aquelas horas que você se sente avaliada. Que você se sente presa a uma de suas infinitas nuances. Outro dia li a resenha da Ana Maria Bahiana sobre a adaptação de “Garota Exemplar” na qual ela conjecturava a seqüência inicial da cabeça da Amy “Exemplar” porque o filme tratava de máscaras (não me lembro com clareza se o termo era máscaras, mas era algo similar).

Agora eu me vejo presa em uma das máscaras. Mas não que eu esteja realmente presa, mas é como se eu estivesse. É como se eu tivesse que responder as expectativas que eu nem sei se criam a meu respeito.

É como se eu fosse obrigada a ser, o tempo todo, aquela menina inteligente, cheia de referências e pontos de vistas. Eu sou isso. Mas eu não sou só isso.

A Clementine, do “Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças” disse: “eu não sou um conceito, sou apenas uma garota fodida procurando a paz”. Já a Anna Scott (Nothing Hill) também disse: “Eu sou apenas uma garota pedindo a um garoto que goste dela”.

E eu, sou o quê?


Em 9/12/2014 googlando para saber quem eu sou. 

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