terça-feira, 18 de julho de 2017

Sobre narrativas e potencial dramático

Perder um amor é, em alguns casos, como a morte. Uma morte metafórica. E é certo que você passa caminhando pela vida como um zumbi. Até que, em um determinado dia, sem passagem de tempo específica (porque não dá para saber mesmo, algumas pessoas não ressucitam mesmo) você volta a se sentir capaz de mostrar seu lado mais bonito para as outras pessoas. Você passa a querer compartilhar seus momentos com outra pessoa. E você até passa a acreditar que a vida possa ser possível com outra pessoa.

Assim como o amor acaba sem horário, sem previsão de tempo, sem aviso prévio. Você também volta para a Copa do Mundo do amor em qualquer momento.

E as coisas na nossa vida só acontecem quando elas tem que acontecer exatamente do jeito que tem que acontecer.

E numa noite de céu mais claro que o habitual porque subiam as lanternas de São João e uma fogueira improvisada espantava o frio displicente eu descobri que estava viva. E ainda estou.

E foi tudo meteórico, intenso, improvisado e bagunçado. E também não havia tempo. E foi bom. E o pulso voltou a pulsar e eu me senti viva.

E, agora, você vai embora.

Sem dramas, por conta da casualidade do encontro. Mas com um potencial dramático tão, tão, tão intenso e que cabe todo no "e se"...

E se tivéssemos nos apaixonado e existisse a urgência da paixão?

A separação é inevitável.

Mas os reencontros também são possíveis. Seremos estranhos novamente?

Eu me tornarei um roteirista renomada enquanto você namora uma moça que parece uma personagem da Zoey Deschanel na vida real?

E se houvesse reencontro? As pernas tremessem e os pares novos talvez interrompessem? E se? E se?

É bom se sentir viva novamente e ter um curta história sem drama, mas com muito potencial dramático.

Em 18 de julho de 2017 contanto os ses....

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