Parece que eu perdi o
juízo.
Perdi o juízo, a sensatez e a razão que até então tinham
sido o meu norte.
E me deram de presente uma
postura objetiva, quase cirúrgica.
Mas, aí, acontece do não ter.
Acontece os termos que foram acordados e concordados em
espaços binários. No mundo analógico tivessem acontecido, viriam acompanhados
de assinaturas, carimbos e fios de bigodes para mostrar – a despeito da
depilação – que somos pessoas de palavras.
De tão objetivos não trouxeram dor.
Mas trouxeram a distância e o silêncio.
E eles se parecem com aquela dorzinha chata de cabeça que
acaba pedindo uma xícara de café a mais e um analgésico que estava perdido
dentro da bolsa.
É que a distância e o silêncio são chatos como dor de
cabeça. E incomodam.
Mas, ao mesmo tempo, são as únicas coisas possíveis.
Distância e silêncio.
Eu sonho com a telepatia e poder dizer coisas sem ter que,
necessariamente, verbalizá-las.
E eu sonho com a telepatia para que as notificações mudem de
cor e você, finalmente, faça contato e diga sem medo que sente saudades.
Porque eu também sinto.
Eu também sinto, mas me agarro na distância e no silêncio
porque escolhi juízo, sensatez e razão.
Em 19/03/2015 lembrando que eu aprendi dizer adeus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário